Guia Aldeias da Cabreira | Guia Aldeias Turísticas da Cabreira |
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| Escrito por Administrator | |
| 27-Abr-2009 | |
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Aldeias da Cabreira Guia das Aldeias turísticas da Serra da Cabreira Resultante da parceria estabelecida entre os Municípios de Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto, surgiu o Guia das Aldeias da Serra da Cabreira, projecto integrado no CIASC – Centro de Interpretação e Animação da Serra da Cabreira. Trata-se de uma publicação que pretende despertar a curiosidade do visitante e desafiá-lo para uma visita às aldeias da Serra da Cabreira, contactando desta forma com a realidade serrana, com “os seus tesouros e sobretudo com as suas gentes”. Gentes que aqui vivem há gerações, que aqui trabalham e enfrentam as agruras da Serra da Cabreira. Espindo |Vieira do Minho|Aldeia pequena, com cerca de 100 habitantes. A casa mais antiga de que há registo data de 1697. Aldeia de forte tradição comunitária, apresenta um peculiar sistema de drenagem de águas pluviais que percorre os caminhos do lugar e encaminha-as para os campos. Possui 13 azenhas – maquias. A actividade dominante é a agro-pecuária, havendo também lugar para a caça e o BTT. As vistas panorâmicas constituem outras das riquezas desta terra. Zebral |Vieira do Minho|Famosa no concelho pela sua grande vezeira, é uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a actividade agro-pecuária. Viveu um período próspero aquando da exploração do volfrâmio na Serra da Cabreira. Caça, pesca, BTT, paisagem e actividades agrícolas e/ou pecuárias é o que se pode encontrar nesta localidade. Campos |Vieira do Minho|Aldeia de transição entre o Minho e Trás-os-Montes, é o reflexo de vivências acentuadamente comunitárias, como testemunham o forno do povo, local onde se refugiavam os pobres que passavam por Campos. O milho, o centeio e a batata constituem as principais riquezas desta aldeia de casas escurecidas pelo fumo. Os inúmeros espigueiros – canastros- e eiras evocam o peso na economia destas gentes. Aqui predomina o turismo rural, o património edificado, uma ponte e um cruzeiro. As actividades agrícolas e/ou pecuárias, a caça, a pesca, o BTT e os trilhos pedestres constituem ainda pontos de interesse desta antiga aldeia. Vilar Chão |Vieira do Minho|Com origem na alta Idade Média, esta pequena aldeia possui um conjunto de casas de boa arquitectura popular. O artesanato em lã, o funcionamento de um lugar de azeite com mais de 300 anos, a Igreja datada do século XVIII e a proximidade de uma antiga ponte de tradição medieval – a Ponte da Pértega – são o constituem o cartão de visitas desta localidade onde se desenvolvem actividades agrícolas e/ou pecuárias, caça, pesca e BTT. Anjos |Vieira do Minho|Aldeia agrícola pincelada por casas típicas e pela existência de canastros. Foi outrora cenário de levantamento republicano no tempo da monarquia. A ponte, o cruzeiro, a praia fluvial, acrescido pelas actividades agrícolas e /ou pecuárias, a caça, a pesca e o BTT, são razões mais que suficientes para visitar esta localidade. Lamedo |Vieira do Minho|Encravada na Cabreira, sobre esta pequena aldeia pairam lendas de castelos e muras encantadas que povoam o imaginário popular. A ponte, a casa das fidalgas, conferem-lhe uma singular beleza, banhada pelo Rio Ave. As gentes, de trato franco e acolhedor labutam contra as agruras da serra, conquistando-lhes terrenos de cultivo, que em socalcos se apresentam ladeados pelas numerosas vinhas de enfocado que predominam. O património edificado, a ponte, a caça, a pesca, os trilhos pedestres e as belas paisagens envolventes dotam esta localidade de grande beleza. Bucos |Cabeceiras de Basto|Aldeia antiga, mencionada em 1258 na “inquisitio eclesie sancti Salvatoris de Cabezeriis”, levanta a hipótese de se tratar de uma “villa” agrária anterior à Nacionalidade. Famosa pelo seu artesanato em lã, com destaque para as mantas tecidas no pisão, as colchas, as meias e o capucho de burel, Bucos é também famosa pela prática do jogo do pau, local onde existe uma escola que tenta manter viva esta antiga e peculiar arte de defesa pessoal. Bucos é ainda referência elo património edificada, pela caça, pelos percursos de BTT e pelas actividades agrícolas e pecuárias que desenvolve. Vila Boa |Cabeceiras de Basto| Pequena aldeia que ainda conserva um núcleo concentrado de habitações tradicionais. A Casa da Travessa, moinhos, latadas a enfeitar e a dar graça aos seus caminhos, aliados ao artesanato em lã e em linho, são motivos de atracção a esta aldeia. Além do património edificado, da caça, da pesca, do BTT e dos trilhos pedestres, esta localidade eminentemente agrícola, tem ainda um carpinteiro que se dedica à centenária arte de construir carros de bois e pipas. Cambezes |Cabeceiras de Basto|Pequena aldeia marcada pela existência de vestígios arqueológicos que aqui se encontram. Mamoas e antigas cividades fazem parte desta terra fértil em achados, cujo manancial de relíquias anda lado a lado com lendas sobre grutas encantadas e tesouros escondidos. Um sentimento comunitário bem vincado incutido nas gentes desta aldeia, permitem ainda hoje, a entre ajuda das tarefas e no apascento das suas rezes em vezeira. Além do património existente, das ruínas, do artesanato, a caça, a pesca e os percursos de BTT constituem as principais actividades desta aldeia da Cabreira. Formigueiro |Cabeceiras de Basto|Pequena aldeia que apresenta algumas casas que denotam cuidado especial na sua construção. Referimo-nos à Casa da Martins. Com as portas e janelas em arco, tem no seu interior um curioso sistema de circulação de água com condutas e pias esculpidas na parede. Mas esta pequena terra preserva ainda costumes de outrora, altura em que se teciam as mantas, colchas, toalhas, cobertores, feitos em lã, linho e farrapos que vendiam nas Feiras de S. Miguel, em Cabeceiras de Basto e de Sta. Luzia no Arco de Baúlhe. Carrazedo |Cabeceiras de Basto|Acentuadamente agrícola, esta aldeia dominada pela cultura do milho, assumia até há pouco tempo um papel de destaque no universo económico local. Os canastros – espigueiros – que aqui existem são disso exemplo. Entre eles encontra-se um canastro que merece especial referência por ser considerado o maior do Minho (uma vez que tinha capacidade para armazenar entre 14 e 18 toneladas de milho). Nesta terra, localizada no sopé da Cabreira, rica em monumentos, um cruzeiro, artesanato e caça, pairam ainda nos espíritos mais antigos as façanhas dos padres da Casa da Eira. Padres que ao que consta tinham poderes “sobrenaturais”, exorcizando os processos pelo Demo e fazendo reaparecer objectos desaparecidos.
Busteliberne |Cabeceiras de Basto| Património edificado, caça, percursos de BTT, percursos de trilhos pedestres e escalada são alguns dos pontos de interesse desta pitoresca aldeia, recentemente alvo de um plano de recuperação devido à sua tipicidade. Serrana por natureza, apresenta uma traça característica nas casas e moinhos. Uz |Cabeceiras de Basto|Terra anteriormente designada por Casal da Urzeira, devido à quantidade de urze que existe nos seus montes, é uma pequena aldeia típica de casas de pedra, onde ainda se vislumbram várias construções cobertas com telhados de colmo. Aqui, onde a pesca e a caça abundam, onde existem trilhos definidos de BTT e pedestres, a actividade dominante é a agricultura e a pecuária, acrescidas do artesanato habilmente confeccionado pelas mulheres que se dedicam a tecer o linho e a lã. Vilar |Cabeceiras de Basto|A aldeia do Vilar possui um núcleo patrimonial edificado deveras interessante, de onde se destacam a beleza da Igreja e as construções com coberturas de colmo situadas numa encosta que antevê uma paisagem belíssima, banhada pelo Rio Beça, famoso pelas suas trutas. O artesanato, a pecuária e a agricultura, a caça, a pesca, o património edificado e paisagístico transformam esta terra num convite à ociosidade. Toninha |Cabeceiras de Basto|Toninha, cujo nome advém, segundo a lenda, à filha de um famoso estalajadeiro que aqui viveu de seu nome Tomé, foi no início deste século um centro de conspirações monárquico, tendo ficado famoso o topónimo Cruzes do Monte da Queimada pelo assassinato de dois conspiradores monárquicos às mãos dos republicanos, 1912. Terra dedicada à agricultura e à pecuária, de belas paisagens que acolhem numerosa caça, foi outrora ponto de passagem obrigatório para quem transitava entre Cabeceiras de Basto e Trás-os-Montes. Moscoso |Cabeceiras de Basto|Outrora designada por Val de Moscas, Moscoso encontra-se num dos locais mais belos da Serra da Careira, o “Nariz do Mundo”. Este local, chamava-se à cerca de 60/70 anos, Picoto do Crasto, que um senhor de nome Albino, decidiu rebaptizar e a partir daí ficou conhecido por “Nariz do Mundo”. Moscoso reúne assim condições propícias à pesca, à caça, pecuária e agricultura. O artesanato, o património edificado que possui, a tasquinha, os percursos de BTT, trilhos pedestres e escalada, constituem motivos de atracção a esta localidade onde subsiste a tradição de regar as vacas com água na manhã de 24 de Junho, antes do sol nascer, para afugentar o mau olhado. Travassô |Cabeceiras de Basto|Pequena aldeia encravada no mais profundo da Serra, detentora de belas casas e de gentes humildes de trato afável endurecidas pelas agruras da Cabreira, sobrevive a custo, cultivando as terras e criando o gado. Monumentos, artesanato, caça, escalada, BTT e uma intensa actividade dedicada à agricultura, é tudo quanto se pode encontrar nesta localidade que teima em enfrentar a desertificação e o esquecimento. Porto D’Olho |Cabeceiras de Basto|Apesar de nunca ter sido muito populosa, esta aldeia conta hoje com a permanência de dois habitantes. O isolamento a que estava vetada criou nas gentes desta terra um forte sentimento de união. Do alto do Outeiro da Varela, junto à Capelinha de N. Sra. Mãe da Igreja abraça-se uma paisagem belíssima, onde predomina a caça e onde se encontram assinalados os percursos de BTT. Moimenta |Cabeceiras de Basto|Localizada num vale abrigado da Serra da Cabreira, os terraços, construídos nas vertentes da Serra, encontram-se quase na totalidade ocupados pela vinha. Além de um importante centro de produção de vinho verde, destaca-se em Moimenta, um conjunto de belas casas das quais se destacam a Casa do Vale e da Ponte. O património edificado, o turismo de habitação, a agricultura e a pecuária, a caça, a pesca desportiva e os percursos de BTT, constituem os condimentos atractivos desta localidade. Juguelhe |Cabeceiras de Basto|Com belas casas típicas, esta pequena aldeia, luta como muitas contra a desertificação e o desaparecimento. As poucas pessoas ali residentes recordam com nostalgia os tempos agitados da labuta diária. Do Alto dos Esporões, junto à capelinha de N. Sra. De Fátima um miradouro abraça a paisagem imponente que marca esta localidade acentuadamente rural, onde a caça, o artesanato das mantas de farrapos e as capas de burel dominam. Aqui podemos encontrar também percursos para BTT e trilhos pedestres. Torrinheiras |Cabeceiras de Basto|Situada no extremo Norte do concelho, a pequena aldeia das Torrinheiras faz fronteira com Trás-os-Montes, facto que denota na sua organização espacial a situação de fronteira ou transição, apresentando-se as suas habitações fortemente concentradas em redor de um pequeno núcleo. A intensa actividade agro-pecuária, onde predomina a criação de gado é parte imprescindível da sua economia. Além da caça e do património edificado, esta terra tem ainda uma área de logradouro comum na Serra da Maçã, e assinalados percursos de BTT. Samão/Gondiães |Cabeceiras de Basto| Ligadas pela tradição da Festa das Papas, estas duas aldeias, rendem homenagem a S. Sebastião desde tempos remotos, como forma de pagamento de uma promessa ao referido santo, por as ter salvo de um terrível surto de peste e fome. São detentoras de significativo património edificado, de caça, pesca e artesanato. A agricultura e a pecuária aliada aos belos trilhos pedestres e aos percursos de BTT fazem destas aldeias locais de grande atractivamente. Cunhas |Cabeceiras de Basto|Nesta pequena aldeia, com casas muito antigas e concentradas, destaca-se pela sua beleza o antigo solar dos Teixeiras Pereiras. O seu nome reza a lenda, deriva da existência de um soldado famoso que em tempos se notabilizou na luta contra os mouros, de nome Cunha de Pau. Reza ainda a lenda, que nesta localidade teve casa Santa Senhorinha de Basto. A caça, a pesca, os percursos de BTT, a actividade agrícola e pecuária e o património edificado caracterizam esta terra de seu nome Cunhas. SERRA DA CABREIRA | Sugestão de itinerários A Serra da Cabreira apresenta actualmente um conjunto de sugestões que permitem ao visitante o contacto com a pureza das paisagens, a riqueza dos usos e dos costumes, o jeito afável das gentes que habitam esta localidade a quem as agruras da serra não metem medo, persistindo na labuta do amanho da terra, numa luta diária e permanente contra as intempéries. Quem se desloca a estas paragens pode optar por um dos seguintes itinerários: Ø Vieira do MinhoCircuito do Volfrâmio: Espinho> Zebral> Campos Circuito das pontes de tradição medieval: Vilar Chão> Anjos> Agra> LamedoØ Cabeceiras de Basto Circuito cultural: Bucos> Vila Boa> Carrazedo> Busteliberne Circuito patrimonial: Cambezes> Formigueiro> Toninha> Moscoso> Uz> Vilar> Moimenta Circuito natural: Juguelhe> Travassô> Porto D’Olho> Torrinheiras Circuito religioso: Samão/Gondiães> Cunhas
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| Actualizado em ( 27-Abr-2009 ) |
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